Nossa Senhora da Lapa

Terceiro dia da Semana da Família: a comunicação entre o casal

16 de agosto de 2016
Terceiro dia da Semana da Família: a comunicação entre o casal

Na terça-feria, 16 de agosto, os fiéis da Paróquia Nossa Senhora da Lapa se reuniram em frente à Residência da Famílai do casal Geraldo Pimenta e Maria Lúcia, na Rua das Mangueiras (Comunidade N. Sra. de Fátima) para a celebração da Missa da Semana da Família.

 

Confira abaixo a Reflexão do Pe. Antonio Eduardo:

 

A COMUNICAÇÃO ENTRE O CASAL

A comunicação aberta e profunda com o próprio cônjuge, qual fonte de alegria, de paz, de superação da solidão.

A vida conjugal não pode se reduzir ao encontro de dois corpos, sem jamais, aquele dos corações.

Comunicar significa, de fato, compartilhar, tomar o outro partícipe, dos próprios sentimentos, das próprias necessidades, alegrias e esperanças; se colocar profundamente em contato com o outro, para se conhecer profundamente.

A piora da comunicação pressupõe e revela a degradação dos laços entre marido e mulher.

Infelizmente, em muitos matrimônios, aquele comunicação fluente da época do namoro acaba com o tempo: a conversa pessoal vai se extinguindo e os problemas acumulando. Os espaços vazios são preenchidos pela televisão, por um passatempo, pelo telefone e, sobretudo, o trabalho (incluindo aquele de dona de casa) pode se tornar um refúgio para fugir do diálogo olhos nos olhos. Sob as aparências de um comportamento generoso pode se esconder um erro: aquele de esquecer que o casal deve estar sempre em primeiro lugar.

John Gottman, no seu livro Inteligência emotiva, diz que existem quatro cavaleiros do Apocalipse muito perigosos. Caso o casal os deixem aproximar, eles provocam a catástrofe da separação ou divórcio do casal: queixa, desprezo, reação defensiva e muro do silêncio.

QUEIXA – é uma crítica negativa que se exprime em uma lamentação ácida e irada, em vez de sugerir uma melhora. A queixa ataca a pessoa, enquanto a crítica se dirige à um comportamento. Tudo depende do jeito de falar:

Queixa: você é uma irresponsável, gasta tanto com roupa quando estamos cheios de dívida para pagar.

Crítica construtiva: quando vejo vc comprando essas roupas, fico preocupado nossas finanças.

Queixa: você não presta mesmo, todo final de semana me deixa sozinha com as crianças pra ir pra farra com os amigos.

Crítica construtiva: eu e as crianças estamos sentindo sua falta aos fins de semana. Sua presença nos alegra.

Se vence esse cavaleiro: considerando os fatos e não a pessoa e também tomando cuidado com o modo de falar.

DESPREZO – é uma lamentação levada ao extremo. Um cônjuge que despreza o outro tem a explícita intenção de feri-lo psicologicamente. Esse desprezo nasce do desgosto pelo comportamento do cônjuge somado à forte vontade de vingança.

Se vence esse cavaleiro substituindo as ideias de vingança por pensamentos positivos e calmos, considerando o lado bom do cônjuge.

REAÇÃO DEFENSIVA – é a resposta a ataque do desprezo. O cônjuges sente-se sob o cerco e assim não escuta mais, ao invés, tende a se distanciar acusando o outro, também veladamente, dos insucessos familiares.

Se vence esse cavaleiro se esforçando para escutar, buscando entender a razão do outro para buscar juntos a superação com humildade e boa vontade.

MURO DO SILENCIO – é a fase final da discussão matrimonial. É uma recusa à comunicação. O silencio dissolve o relacionamento conjugal e estimula outras conversas fora do matrimonio, favorecendo a infidelidade.

Se vence esse cavaleiro esforçando para escutar e responder.

 

Regras de comunicação:

  1. Manter o coração e a mente aberta tendo prazer de estar junto do outro.
  2. Querer comunicar, implica ter tempo para estar juntos.
  3. Encontrar tempo: proverbio chinês: um homem disse a sua mulher: tenho muito o que fazer, mas tudo que faço é por ti. Não se encontravam, porém, o tempo para se falar e, no dia em que o tiveram, não souberam o que dizer um para o outro.
  4. Seja afetivo com seu cônjuge e filhos: Sem afeto, não pode existir comunicação.
  5. Coloque-se no lugar do outro, mas sem se tornar o outro. Assim o entenderá, a aprenderá a ver as coisas sob outro ponto de vista.
  6. Escutar: saber escutar é a primeira condição para o diálogo.
  7. Repetir: ajuda a perceber se realmente o que o outro quis dizer.
  8. Responder: não basta escutar, o outro espera uma resposta.
  9. Coerência nos gestos: se escuta, olhe pra pessoa. Não tá pra escutar mexendo no celular.
  10. Coragem: para se dirigir ao outro e abrir o coração. Tomar a iniciativa.
  11. Positividade: se você quer que o outro corrija alguma coisa, faça a observação de modo positivo. Ex. vc é egoísta, esqueceu-se do meu aniversário. Esperei tanto que se lembrasse do meu aniversário.

Um amor não morre por causa das brigas do casal, mas pela falta de comunicação, reconciliação e do perdão.

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