Nossa Senhora da Lapa

Sétimo dia Semana Família: e se a crise chegar?

20 de agosto de 2016
Sétimo dia Semana Família: e se a crise chegar?

No sábado, 20 de agosto de 2018, os fiéis da Paróquia N. Sra. da Lapa se reuniram na frente da residência do casal Álvaro e Terezinha, à Rua João Pinheiro (Comunidade Santa Rita) para a missa da Semana da Família.

Confira a reflexão do tema feito pelo Pe. Antonio Eduardo:

E SE A CRISE CONJUGAL CHEGAR?

Casar é a ação de constituir casa, Família. É uma vocação, resposta do casal ao chamado de Deus para contribuir com ele na Obra da Criação, perpetuando a espécie humana, uma vez que o casal deve estar aberto a geração e educação dos filhos.  Por isso nos ensina Josué, eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24,2)

O amor é a base do casamento cristão, mas as paredes são construídas a partir dos princípios de: respeito, cumplicidade, trabalho, união na busca da estabilidade financeira, fidelidade, carinho. Mas a base que sustenta tudo é aquele amor que nasceu e foi crescendo a partir do primeiro olhar, do primeiro encontro do casal e que os levou até o altar para pedir as Bênçãos de Deus na constituição de uma família.

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 cor 13,4-7).

Mas, estamos falando de seres humanos. E seres humanos não são perfeitos. Por isso nos perguntamos: e se a crise conjugal chegar?

A maior causa da crise conjugal é a FALTA DE DIÁLOGO. Amós já alertava sobre isso no antigo testamento: “De todas as famílias do mundo, vós fostes a única que eu quis conhecer, por isso mesmo cobrar os vossos pecados. Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo”? (Amós 3,2-3). Se um não fala pro outro o que pensa ou o que quer, não queira que o outro adivinhe o que gosta e que não gosta. Isso deve ser falado nos momentos de diálogo e não nos momentos de briga; nas brigas o nervosismo toma conta e acabam falando o que não deve, acusando um ao outro.

A segunda maior causa da crise conjugal é a FALTA DE COMPREENSÃO. Homem e mulher são completamente diferentes um do outro, por isso é necessário que se compreendam nas suas diferenças que são complementares:

  • Homens são seres não levam muito a emoção na hora de tomar uma decisão, pois eles se baseiam em fatos lógicos para tomar atitudes. Já as mulheres são seres totalmente emocionais e, na maioria das coisas que decidem, tem um cunho sentimental envolvido. Homens decidem com a razão e as mulheres com o coração
  • Os homens gostam de resolver problemas lógicos, dar soluções racionais, mostrar sua opinião. As mulheres gostam de resolver conflitos de cunho emocional, afetivo e sentimental. Por isso que normalmente quando um homem está precisando de ajuda, ele não gosta de pedir, pois prefere se virar sozinho, já que gosta de encontrar soluções. Se ele e sua mulher estão dentro do carro e se perdem, a mulher vai ficar buzinando no ouvido dele: “Vamos parar pra perguntar para alguém?” e ele vai responder: “Posso encontrar o caminho sozinho, não estou perdido”.
  • Já reparou que os homens não conseguem fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, mas as mulheres conseguem passar a roupa enquanto falam no telefone vendo televisão esperando a comida ficar pronta no fogo?

Os homens só fazem uma coisa por vez: Se falam no telefone, pedem para todos ficarem calados; Se vêem televisão não conseguem ouvir o rádio; Se falam sobre um assunto, precisam primeiro acabar este assunto, para depois entrar em outro.

As mulheres fazem tudo ao mesmo tempo:  Além do que já citei acima, elas também conseguem conversar sobre vários assuntos ao mesmo tempo e, o pior, sem se confundir

 

  • O homem tem a tendência de ser mais objetivo, de ir direto ao ponto. Quando um homem quer uma coisa ele vai lá e diz: “Eu quero isso!”. Mas a mulher tem a tendência de fazer um enorme jogo de rodeios cheios de indiretas para dizerem aquilo que desejam.
  • As mulheres são melhores que os homens em interpretar a linguagem não-verbal (movimentos das mãos, do corpo, as expressões do rosto…). 
  • Homens são acomodados, tem hábitos considerados repugnantes pelas mulheres: esquecem a tampa da privada levantada, sujam de urina o banheiro, esquecem toalhas pelo chão e outras coisas mais…
  • O homem é muito geral, olha tudo de uma maneira completa, total, pois percebe o todo e não as partes. A mulher é muito detalhista, olha as partes minuciosamente para ter algo pra falar sobre aquilo.
  • O cérebro das mulheres parece que foi construído a base de imaginações, pois toda mulher vai com a mente onde nenhum homem consegue ir. Homens são realistas e racionais, se baseiam na razão. As mulheres são emocionais, se baseiam no que sentem. Porém este sentimento das mulheres as fazem pensar nas mais variadas situações imaginarias, mas que, para elas, são reais.
  •  Para muitos homens o sexo em si é o único fim a ser alcançado, mas para a maioria das mulheres o sexo requer um envolvimento emocional maior, de forma que o sentimento é muito importante na relação sexual para as mulheres.
 

A crise conjugal poderá chegar a qualquer momento na vida do casal e, se não conseguirem superá-la, o matrimônio começará descer ladeira abaixo: o entendimento e o respeito recíproco diminuirão; as discussões e as brigas se tornarão sempre mais frequentes; terá início um progressivo distanciamento entre os dois cônjuges o qual, alguns anos depois, poderá desembocar numa ruptura irreparável.

Muitos matrimônios adoecem porque um dos parceiros cede à bebida, à droga, ao jogo ou ao sexo extraconjugal. Quedas que, no fundo, não passam de fugas. Se não há diálogo em casa, vai busca-lo fora de casa. Se não se sente amado em casa, busca fora. Se não se sente bem em casa, vai para onde se sente bem. No entanto não poderia ser assim: se não está se sentindo bem em casa, deveria se perguntar: porque não estou sentindo bem em casa? E procurar a solução junto com a esposa. (no entanto, vcs viram a diferença entre homem e mulher. Homem tem mais dificuldade para falar, se não for mantido desde o início do casamento uma intimidade e confiança muito grande entre o casal. Nesses momentos as coisas podem complicar).

Conselhos para superar a crise:

Cada cônjuge precisa, em primeiro lugar, de um motivo válido para ser leal ao outro, apesar de seus defeitos, e para decidir perseverar. Para isso é preciso ser menos egoísta.

A crise não chega de repente como um raio; ela amadurece nas pequenas incompreensões de cada dia. O melhor modo para afastar a crise é combate-la longe dos pilares da união, superando com um sorriso e com disponibilidade as dificuldades em sua primeira aparição. Se estes obstáculos não são superados imediatamente, se transformarão em pedregulhos que irão pesando sobre o matrimonio. Lembre-se do conselho da Oração pela Família de Pe. Zezinho: “Que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão”.

A desconfiança injustificada e o exagerado ciúme prejudicam o matrimonio mais que algumas ocasional falta de fidelidade. Quem nota que está nascendo no cônjuge um sentimento por um estranho, deve antes examinar a si mesmo, o próprio comportamento para com ele, em semelhante crise é fácil colocar a culpa no cônjuge e no intruso, em vez de buscar em si mesmo a causa: “Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás ver com clareza para tirar o cisco do olho de teu irmão” (Mt 7,5).

Quem se reconhece culpado junto com o cônjuge, prepara-lhe o caminho do retorno. No perdão, o amor mostra um dos seus mais nobres perfis. Nós não sabemos perdoar como Deus perdoa. Quando ele perdoa, de fato, a culpa é cancelada. O amor de Deus, que se mostra no perdoar sempre, quer que recuperemos a alegria e caminhemos para ele com renovada confiança.

Por outro lado, quem comete ou pensa em cometer adultério precisa pensar: quem me dá o direito de construir a minha “felicidade” pessoal sobre a ruína da felicidade dos outros?  No entanto o adultério não pode ser minimizado. Na Igreja de Cristo, o adultério sempre foi contato entre os três maiores pecados (ao lado do homicídio e da apostasia), porque a infidelidade não é somente uma ofensa ao parceiro, mas uma traição ao sacramento.  Cada adultério tem, porém, sua história: curiosidade, tédio, vaidade, frustração sexual, desejo de estima ou busca de novidade. Para evitar chegar a esse ponto é necessário que o casal dialogue, converse sobre suas dificuldades, inclusive sobre as dificuldades sexuais.

Dizem que: o amor, quando existe, não conhece obstáculos ou dificuldades. Um conflito é sinal de falta de amor ou é um apelo para amar mais? Sim, o conflito pode ser o sintoma da necessidade de se reencontrar. Trata-se de um pedido de socorro. Como se o companheiro gritasse: socorro, preciso ser amado. Há um provérbio que diz: “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso”. Se provérbio foi praticado na vida do casal, sanará muitas dificuldades.

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