Nossa Senhora da Lapa

Semana da Família: sexo, amor e fantasia

18 de agosto de 2016
Semana da Família: sexo, amor e fantasia

Na quinta-feria, 18 de agosto, os fiéis da Paróquia N. Sra. da Lapa, se reuniram em frente à residência de Rener e Renata, na Rua José Caetano (comunidade São João Batista) para a missa da Semana da Família.

Confira a reflexão do Pe. Antonio Eduardo:

SEXO, AMOR E FANTASIA

 

“Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus os criou. Homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplica-vos, enchei a terra e submetei-a!…)” (Gn 1,27-28)

 

O ser humano foi criado por Deus e destinado à exercer sua sexualidade. A princípio, sexo é algo abençoado por Deus e não algo pecaminoso. O pecado vem do mal uso que o ser humano faz do sexo. Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplica-vos”.

 

“E o Senhor Deus disse: Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer-lhe uma auxiliar que lhe corresponda” (Gn 2,18)

 

A solidão não é desejo de Deus. “Não é bom que o homem esteja só”. Mas a solidão não pode ser preenchida por qualquer coisa, quis Deus que a solidão do homem fosse preenchida por “uma auxiliar que lhe corresponda”. Veja bem, aqui tem uma palavra que compromete: corresponder = responder a (gesto, favor, sentimento etc.) de maneira semelhante; retribuir. Isso significa que não é só a mulher que tem o dever de fazer o homem feliz. Se ela deve corresponder, é sinal que o homem tem o mesmo dever. Daí a correspondência. Gesto de amor se corresponde (retribui) com gesto de amor.

 

“Então o Senhor Deus fez vir sobre o homem um profundo sono, e ele adormeceu. Tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar com carne. Depois, da costela tirada do homem, o Senhor Deus formou a mulher e apresentou-a ao homem” (Gn 2,21-22)

 

A mulher foi feita da costela do adão: “A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do braço, para ser protegida e do lado do coração para ser amada”.

 

«O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima para toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, entre os batizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento» (CDC, 1055 §1).

 

Para a igreja, o matrimonio não visa somente a procriação, geração de filhos, mas vida também o bem (felicidade) do casal. Então sexo não é só para procriar, mas expressão sublime do amor do casal.

 

Os antigos falam de três altares no matrimônio cristão:

  1. ALTAR DA IGREJA: Diante dele o casal firma a sagrada aliança do matrimônio. Ali deveriam voltar semanalmente pra se alimentar do Pão da Palavra de Deus e da Eucaristia ali servidos.
  2. MESA FAMILIAR: nela se compartilham os alimentos, a família reza agradecendo o alimento e os filhos são educados através do diálogo.
  3. CAMA DO CASAL. Sim, a cama do casal é um altar. É um monumento, um lugar sagrado. Nele, o sacramento do matrimônio é consumado, renovado e atualizado cada vez que o casal se une em “uma só carne”.

Assim como o altar da Igreja pode ser profanado, o terceiro altar, a cama do casal também pode ser profanada: Jacó retirou o direito da bênção primogenitura de Ruben, o filho mais velho, porque ele deitou-se com uma escrava na cama do pai: “Rúben, tu és o meu primogênito, minha força e o primeiro fruto de meu vigor, primeiro em autoridade e primeiro em poder. Impetuoso como a água, não manterá a primazia! Pois subiste na cama de teu pai, profanando então o meu leito” (Gn 49, 3-4).

O ato conjugal é expressão de amor mútuo entre o casal, é um dos modos de expressar o amor que existe entre o casal.

Algumas pessoas se referem à relação sexual com fazer amor. Amor não se faz, se vive. Se amor fosse feito seria muito fácil: bastaria uma receita ou uma fórmula. Juntaríamos os ingredientes e pronto. Mas amor não se faz, se vive.

Mulher e homem são seres humanos e não meros objetos de prazer. Não se pode usar o outro como objeto que depois de descarta.

A vivência do amor conjugal é fundamental para que o ato conjugal. Tal ato não se resume nos poucos minutos de intimidade do casal. O ato conjugal deve ser resultado de expressões de amor vivenciados desde o amanhecer até o anoitecer, todos os dias da semana. Na vida conjugal, tudo é importante, cada detalhe é imensamente grande e determinante. Por isso, o tema de hoje: Sexo, amor e fantasia.  O casal precisa agir de tal maneira que o sexo seja expressão do amor que existe entre os dois, alimentado pelas fantasias despertadas pelos galanteios e expressões de afeto e carinho demonstrado constantemente entre os dois. Gestos, palavras, expressões que leve a se desejarem um ao outro.

Aqui está a importância de dicas que estão sendo dadas nas reflexões dessa semana; preparando-se para o ato conjugal:

  • Deve-se se haver a preocupação de ficar bonito e atraente um para outro: perfumar-se; pentear-se; aparar a barba e o cabelo; tomar banho; cuidar dos dentes…
  • Procurar em tudo agradar o outro, fazer o outro feliz: dando atenção, dialogando, tomando cuidado com palavras, gestos e atitudes.
  • Reservar tempo para estar com o cônjuge, mesmo que tenham filhos. Chegará os dias que os filhos seguirão seu rumo: sairão pra estudar, trabalhar, formarão sua própria familiar. Na casa, antes cheia com a presença dos filhos, restará o casal. Se não tiverem se preocupado em reservar tempo para si antes, alimentando o amor que os uniu, terão dificuldade em conviver, se estranharão, desconhecerão um ao outro.

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