Nossa Senhora da Lapa

Quarto dia Semana da Família: as virtudes da vida conjugal

17 de agosto de 2016
Quarto dia Semana da Família: as virtudes da vida conjugal

Na quarta-feria, 17 de agosto, os fiéis da Paróquia N. Sra. da Lapa se reuniram em frente a residencia de Irani e Ivanil, na Rua Inácio Carneiro (comunidade São Vicente) para a celebração da Missa da Semana da Familia.

Veja abaixo a Reflexão feita pelo Pe. Antonio:

 

AS VIRTUDES DA VIDA CONJUGAL

Virtudes são qualidades que se deseja encontrar nos membros da família: afabilidade (cortesia), ternura (afeto), compreensão (entendimento), generosidade (querer o bem do outro), paciência, bom humor, otimismo, serenidade, tato, pontualidade, delicadeza no relacionamento, capacidade de perdoar, de escutar, de se adaptar, de tolerar.

O amor conjugal cresce à medida que se pratica essas virtudes.

Contrários a essas virtudes são os defeitos: aspereza, intolerância, frieza, mesquinhez, irritabilidade, mau humor, pessimismo, rispidez, desconfiança.

Amar o cônjuge apesar dos seu defeitos: a promessa de amor no casamento foi: Eu te recebo por minha esposa (meu esposo) e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. A promessa não foi: prometo te amar e respeitar-te desde que não tenha defeitos. Seria o mesmo que dizer: prometo te amar e respeitar mesmo que não seja real. O ser humano é cheio de defeitos. O amor entre os esposos há de ajudar um ao outro a se esforçar para corrigir seus próprios defeitos ou ao menos se policiar para evita-los para não magoar um ou outro.

Os cônjuges podem e devem se adaptar um ao outro: o esforço de um cônjuge para adaptar aos hábitos e ao caráter do outro faz parte da recíproca doação. Cada um precisa ceder em alguma coisa, fazendo sua parte na adaptação da vida a dois. Ex.: é comum reclamações como: fulano(a) levanta cedo demais, liga o rádio, faz barulho; ele(a) só dorme com janela aberta, ventilador ligado… Porque não um se adaptar ao outro: respeitar o horário do outro dormir; não custa nada ceder e dormir com a janela fechada …

Atitudes que podem lhe parecer pequenas são importantes para a convivência: é preciso deixar de lado o egoísmo para perceber as necessidades do outro: de vez enquanto fazer aquele prato que o marido gosta; vez ou outra levar a esposa para um passeio; um beijo de despedida ou um bilhetinho se despedindo quando deixa o outro ainda dormindo; um elogio: vc tá cheiroso hj, seu cabelo tá bonito, essa roupa caiu bem em vc…

Tomar juntos as decisões e fazê-las próprias: as decisões importantes para a vida familiar devem ser tomadas de comum acordo. E uma vez tomada a decisão, assumi-la como sua para não ficar jogando no rosto do outro que a culpa é dele. Tomando juntos as decisões: Se acertarem, acertam juntos, se errarem, erram juntos. Os pais devem tomar esse cuidado nas decisões em relação aos filhos: se um diz não, o outro assume como seu o não dito ao filho. O filho precisa perceber que os pais tomam decisões juntos, senão jogaram um contra o outro.

Linhas de desenvolvimento da reconciliação conjugal: são três fatores decisivos no desenvolvimento de um bom relacionamento conjugal: compreensão empática, valorização e coerência. A compreensão empática leva cada um a ver as coisas do ponto de vista do outro (sempre se colocar no lugar do outro para tentar compreender). A valorização significa reconhecer o valor de alguém ou de alguma coisa (no matrimonio, não apenas reconhecer, mas demonstrar que reconhece).  Coerência: o casal deve ser coerente com seu estado de vida, um casado não pode viver como se solteiro fosse; um pai ou uma mãe não pode viver como se filho não tivesse; por mais que tenham que ser amigos dos filhos, pai e mãe nunca podem esquecer que são pai e mãe.

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