Nossa Senhora da Lapa

O culto da Bem-Aventurada Virgem Maria

23 de outubro de 2015
O culto da Bem-Aventurada Virgem Maria

Na Igreja praticamos três modalidades de culto: a dulia (= honra, culto aos anjos e santo), a hiperdulia (= acima da honra, sem caracterizar adoração, culto prestado à Virgem Maria) e a latria (= adoração, culto prestado exclusivamente a Deus).

Na Igreja praticamos três modalidades de culto: a dulia (= honra, culto aos anjos e santo), a hiperdulia (= acima da honra, sem caracterizar adoração, culto prestado à Virgem Maria) e a latria (= adoração, culto prestado exclusivamente a Deus). Portanto, não existe adoração a santos ou imagens, mas sim um culto de veneração; porque seus exemplos são dignos de serem seguidos por quem também deseja alcançar a santidade em Deus.

O lugar que Maria ocupa na Igreja, segundo o Concílio Vaticano II é, “depois de Cristo, o mais alto e o mais perto de nós” (LG, n. 54; Paulo VI, Marialis Cultus, 28). Ela é, por um lado, a “Mãe do Redentor”, associada ao mistério de Cristo; por outro lado, ela é a perfeita seguidora de seu Filho na fé, está no centro da Igreja, que está a caminho (cf. João Paulo II, Redemptoris Mater, 1).

A Virgem Maria é apresentada como modelo porque sua vida está marcada pela escuta da Palavra, pelo diálogo, pela oferta de sua vida e pela geração de Jesus. São Tomás de Aquino explica que a devoção que se tem aos santos não termina neles, mas que em última instância se dirige a Deus, enquanto que em seus santos veneramos na realidade a Deus que os encheu de graça e santidade.

A Exortação Apostólica Marialis Cultus afirma no nº15 que “o culto que a Igreja universal tributa hoje à Santíssima Virgem é derivação, prolongamento e acréscimo incessante daquele mesmo culto que a Igreja de todos os tempos lhe rendeu, com escrupuloso estudo da verdade e com uma sempre vigilante nobreza de formas”.

A Igreja sempre foi muito cautelosa em relação às visões e aparições de Nossa Senhora, pois sabe que a plenitude da revelação das verdades da fé se deu em Jesus Cristo e se encerrou com a geração dos Apóstolos. Nenhum artigo de fé pode ser acrescentado ao Credo. Todavia a Igreja admite a possibilidade de revelações particulares do Sagrado Coração de Jesus, da Virgem Maria ou de outros Santos; tais aparições têm por objetivo lembrar aos homens a mensagem do Evangelho, principalmente o dever de orar e converter-se.

A visão de Nossa Senhora em Vazante-MG no início foi vista com cautela pelas autoridades eclesiásticas. Porém com o  passar dos anos a devoção à Nossa Senhora da Lapa em Vazante mostrou, através dos frutos, ser digna de fé. Prova disso é que Dom Frei Eliseu Van de Weijer O. Carm, aos 20 de fevereiro de 1956 criou verbalmente a Paróquia Nossa Senhora da Lapa. Dom Frei Raimundo Lui O. Carm., oficializou a criação da Paróquia através de Decreto em aos 25 de janeiro de 1963. E em 03 de maio de 2006, Dom Leonardo de Miranda Pereira instalou o Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Lapa.

Na visão de Nossa Senhora em Vazante, Maria se mostrou como a mulher do silêncio apresentada pelos Evangelhos. Não disse nenhuma palavra, simplesmente mostrou que, como mãe, ali está para interceder pelas necessidades de seus filhos. O culto a ela em Vazante cresceu e amadureceu ao longo dos anos. O testemunho dos devotos que caminham por vários dias e ainda descem, ajoelhados, a escadaria da gruta para agradecer fortalece a nossa fé. E as inúmeras fotografias e objetos deixados na “Sala dos Milagres” como agradecimento pela intercessão de Nossa Senhora da Lapa que resultou numa graça alcançada são provas da intercessão contínua de Maria.

Pe. Antonio Eduardo de Oliveira
Pároco – Paróquia N. Sra. da Lapa – Vazante