Nossa Senhora da Lapa

#HinoDeLouvor

O Hino de Nossa Senhora da Lapa é uma composição de Otávia Rosa. É um hino de letra simples e com um significado muito especial para os devotos da padroeira de Vazante. Ele é cantado com muita devoção pelos fiéis, principalmente durante as festividades.

Nossa Senhora da Lapa
Um dia apareceu
Veio trazer paz e amor
A todos filhos seus.

REFRÃO

Nesse dia de gala
Cantemos com alegria
À nossa Mãe tão querida
Ave, ave, ave Maria.

O seu olhar é sublime
É leme que nos conduz
Pelos caminhos da vida
Oh! Mãe de meu Jesus

Venham todos louvar
O santo nome seu
Dai-nos a vossa bênção
Oh! Doce Mãe, adeus!

Um pouco sobre Dona Otávia…

Otávia Rosa de Oliveira nasceu aos 27/12/1922, na Fazenda Claro, município de Vazante-MG. Filha primogênita de Virgílio Cláudio de Oliveira e de Maria Bela de São José.

Casou-se com Adolfo Calazans da Silva e, desta união, tiveram dois filhos: Eustáquio e Tereza. Adolfo era cardíaco e em pouco mais de dois anos de matrimônio ele faleceu.

Otávia casou-se pela segunda vez, em 1951, com Joaquim Alves Ferreira (Joaquim Barroso) e desta união foram concebidos ao casal os filhos: Maria das Graças, Paulo Antônio, Ana Lúcia e Virgílio Cláudio.

A Festa de Nossa Senhora da Lapa já tendo tomado grandes proporções, não possuía ainda um Hino em louvor à padroeira. Em meados da década de 1980, o bispo Dom Raimundo, durante uma Missa campal da “Festa da Lapa”, fez um convite aberto a todos os presentes, para alguém se prontificar a compor o hino.

Otávia estava lá e como seguidora fiel do catolicismo não resistiu em se aventurar a escrever. Não foi muito tempo e ela entregou a letra do hino para as irmãs de uma ordem religiosa que nesta época se encontrava em Vazante. Estas ficaram encantadas! Frei Reinaldo, o pároco em exercício, guardou em sigilo o hino por aproximadamente um ano até o mesmo passar pela aprovação do Bispo. Dada a ordem superior, a composição foi encaminhada para a cidade de Patos de Minas para ser musicada.

A gravação foi realizada na própria “Fazenda Recanto” por Otávia, seus filhos Eustáquio e Virgílio e a Sra. Maria das Graças Corrêa. Otávia ficou emocionada ao ouvir a primeira execução do hino, mesmo tendo sentido com pesar a ausência de uma estrofe, pois a máquina de escrever da paróquia havia quebrado e a mesma não foi datilografada, assim a composição ficou incompleta.  A última estrofe do Hino era a seguinte:

“Nossa Senhora da Lapa,
Nossa Mãe da guia,
Proteja toda gente
De sua romaria”

O hino foi cantado pela primeira vez em 03 de maio de 1988. Neste dia a Igreja estava repleta de fiéis e durante a Procissão a multidão entoava a letra abanando lenços brancos. Foi um momento lindo! Inesquecível e que ainda soa com saudade na memória de quem presenciou esse dia.

Neste mesmo período Otávia enfrenta um grande obstáculo em sua vida. Seu esposo, “Joaquim Barroso” faleceu poucos dias depois, em 26 de maio.

Diversas poesias, essencialmente referentes às belezas naturais de nossa terra, e principalmente a letra musical “Doce Saudade”, consagraram Otávia como uma poetiza clássica de Vazante. Com toda humildade e simplicidade, quando era chamada de poetiza, dizia sentir arrepios no corpo e palpitação no coração.

Otávia faleceu aos 1° de setembro de 2004 com 81 anos de idade. E até hoje é lembrada com saudades por todos os que tiveram a felicidade de desfrutar de sua convivência

À saudosa Dona Otávia, uma singela homenagem de todos os devotos de Nossa Senhora da Lapa.

(Texto adaptado por Jeancarlo Rabelo Guimarães Rodovalho, dados biográficos extraídos do livro: “Vazante, de canto a canto poética”, de autoria de Júnior César da Silva, publicado em julho de 2004)