Nossa Senhora da Lapa

Abertura da Semana da Família em Vazante

14 de agosto de 2016
Abertura da Semana da Família em Vazante

No domingo, 14 de agosto, a Paróquia N. Sra. da Lapa iniciou a Programação especial da Semana da Família com a Celebração Eucarística na Rua Abadia dos Dourados, em frente a residência do Casal Jovano e Glauciane.

Os temas para a reflexão de cada dia da semana foram inspirados no Livro – Matrimonio: dom e missão, trilhas para um caminho de casal.

Veja a seguir a reflexão feita pelo Pe. Antonio Eduardo:

 

Matrimônios construídos sobre a areia

“Quem ouve estas minhas palavra e as põe em prática é como um homem sensato, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não desabou, porque estava construída sobre a Rocha” (Mt 7,24-25).

A vida é uma escola. Infelizmente há muitos casamentos fracassados. Não desejamos isso pra ninguém, mas aprendamos com os erros para aceitar. Jesus deu a dica, se a base não for bem feita (sobre a rocha), a casa vem abaixo. Matrimônio construído sobre a areia, está destinado ao fracasso.

Vou apontar aqui alguns exemplos de construção da casa sobre a areia, mas não se sintam acusados ou condenados: a intenção é ajudar a quem está nessa situação a repensar suas atitudes ou instruir quem está pensando em iniciar uma família. Nunca é tarde para recomeçar. Deus em sua misericórdia sempre nos dá a chance de consertar nossos erros.

Constrói casa (família) sobre a areia quem:

  1. Busca a própria realização – quem se casa pensando só em si, buscando sua própria felicidade, se decepciona. Pois a felicidade de quem se casa só é encontrada ao conseguir fazer o outro feliz. É isso que o casal deve buscar constantemente: fazer um ao outro feliz.
  2. Não conhece bem o outro e não se deixa conhecer – a afetividade (sentimento) aproxima as pessoas, mas não garante a estabilidade do amor conjugal. O casal deve ir se aperfeiçoando no dia do casamento. Isto implica conhecer bem não somente a si mesmo, mas também o próprio cônjuge. Conhecer o outro não significa saber seus defeitos para atirar-lhe no rosto na hora da briga, mas saber quais são suas qualidades e defeitos, quais seus anseios e aspirações.
  3. Tem expectativas exageradas – as razões de tantas crises conjugais é que se espera muito do matrimonio. Muitos casam-se pensando que o cônjuge é perfeito e que casamento será um conto de fadas, viverão felizes para sempre. Ou pensam que o casamento faz milagres: concertará os defeitos do outro: depois de casar melhora, depois de casar eu concerto ele. Decepcionam-se nas primeira brigas. Matrimônio não é um ponto de chegada, mas um novo ponto de partida, que pode ajudar muito, mas somente se dele o casal se considerar protagonistas.
  4. Não encontra tempo para estar junto do cônjuge – pouco tempo para o casal estar juntos, dialogar, se escutar e se amar. Cuidado com aquilo que pode roubar o tempo do casal e da família: trabalho, computador, televisão, esporte, hobby, amizades, limpeza da casa, preocupação com os filhos… O casal precisa ter ocasiões para estar juntos, só o casal, dialogar, trocar ternuras e alimentar o amor conjugal.
  5. É mais filho(a) que cônjuge – presença dos sogros de forma autoritária e invasiva na vida do casal. Casar significa “deixar o pai e a mãe para se unir à sua esposa” (cf. Gn 2,14). Os cônjuges precisam de autonomia. Isso não significa que ama mais o cônjuge que o pai ou a mãe. Aliás, pai e mãe não tem direito de exigir dos filhos casados que escolham entre eles e seus cônjuges. Pai, mãe, seu filho(a) casou-se? Entenda que agora ele tem o dever, a obrigação de dar mais atenção ao cônjuge que a você.

Não construa sua casa sobre a areia:

  1. Conheça bem seu cônjuge: personalidade, interesses, concepção e vida. Não fixe o olhar somente no charme externo do companheiro: casamento não é feito somente de sexo. Amar-se não é ir juntos para a cama, mas levantarem-se juntos daquela cama todas as manhãs e enfrentarem juntos as alegrias e os problemas da vida quotidiana.
  2. Seja realista, não idealista. Veja o outro como ele é, não como você imagina que ele é.
  3. Cuidado com o medo exagerado de ficar sozinho(a). A carência pode te levar a fazer escolhas erradas e se arrepender mais tarde.
  4. Casamento não é sinônimo de independência. Quem casa pensando em ficar independente dos pais, se decepciona. Porque casamento é viver a dois e não sozinho.
  5. Também não case por teimosia, para provar para os pais que estão errados ao ser contrários ao casamento ou a seu cônjuge.
  6. Não justifique seu casamento pelo medo: medo de decepcionar os pais, medo de perder um compromisso de namoro ou noivado de longo anos…
  7. Não justifique o casamento com uma gravidez. Não se deve precipitar. Casamento não conserta erro.
  8. Não case por compaixão, pensando em ajudar a outra pessoa. Casamento não é obra de caridade, não queira ajudar ou concertar o outro com o casamento.
  9. Não pense que matrimônio seja remédio para dificuldade ou desvios afetivos: casamento não resolve desejos homossexuais, casamento não diminui tara sexual, casamento não impede infiéis de pular a cerca em busca de outros parceiros.
  10. Não busque no cônjuge um pai ou uma mãe. O cônjuge é seu marido ou sua esposa, não seu pai ou sua mãe.

 

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